Madrugada. Névoa. Um homem caminha sozinho pela rua escura. Apressado. Nervoso. Parece fugir de alguém. Ele para, repentinamente, à sua frente, sombras do que parece ser um homem muito grande se contorcendo do outro lado do beco.
O homem, mais apressado do que antes, de repente se vê correndo para o outro lado, fugindo, a demonstra que quem estava naquele beco o ouviu, e que também saiu correndo, como o vento, para o outro lado.
O fugitivo finalmente encontra uma rua um pouco mais clara, onde quem o visse notaria que suas roupas estavam puídas, e sua expressão era de puro pavor. Ele escuta um urro ensurdecedor, como se um grande animal estivesse por perto. Isso o fez olhar para traz, e o que viu o deixou em pânico.
A criatura tinha aparência difusa. Parecia humana, mas também parecia um animal, e agia como um. Ela correu em direção do homem para atacá-lo, mas este pegou uma faca que possuía escondida em suas vestes.
O confronto foi inevitável, o homem conseguiu cravar sua faca no peito da criatura, que caiu morta ao seu lado, mas não antes de ferir mortalmente sua presa, que morreu também ao seu lado.
Nessa noite, o caçador se tornou a presa, e a presa se tornou um caçador mortal.
