Era uma escura e fria noite de inverno, a pequena casa de madeira estava congelando, e seus moradores não tinham com o que se esquentar além dos poucos cobertores nas camas.
O pequeno garoto de apenas oito anos que morava ali estava muito doente, sofria de uma forte gripe e seu corpo estava ardendo em febre. Sua mãe cuidava dele o tempo todo, não saia de perto do garoto enquanto aguentava, mas mesmo as mães mais prestativas precisam dormir.
Quando ela deitou em seu quarto, o garoto ficou sozinho. Sua febre ainda era alta, e ele delirava em torno dos pesadelos que estava tendo. Em um momento da madrugada, o garoto viu, ou imaginou ter visto a porta de seu quarto lentamente se abrir, e ouviu o som de algo entrando. Teve medo, pois após tantos pesadelos, poderia estar dentro de mais um agora. Mas estava escuro, e o garoto tremia de frio, não sairia da cama por nada. Sentiu que a coisa subira em sua cama, sentiu-a em seus pés, se mexendo e se arrastando sobre os cobertores. Imaginou o que ela poderia estar fazendo, mas não tinha forças para levantar e ver. Estava muito cansado, acabou entrando em um sono profundo e sem sonhos.
Ao amanhecer, acordou muito melhor, e bem descansado, sentiu o peso da criatura sobre sua cama, tocando seu corpo sobre os cobertores.
O garoto então olhou e disse:
_Obrigado por vir me esquentar hoje a noite Gonzo, eu não teria melhorado sem você.
O cão olhou alegre para seu pequeno dono, lambeu seu rosto e saiu correndo para brincar no pátio.
