terça-feira, 14 de setembro de 2010

Conto 4

Conto novo p/ vcs, desculpem a demora, mas não tive muita inspiração ultimamente. =D
Espero que goster.


Marcelo era um jovem bastante comum. Tinha 17 anos, estava no ultimo ano da escola, iria para a faculdade em breve. Sonhava com um bom emprego e viver bem ao lado da família, com esposa e filhos que o amassem, talvez um cachorro também. Era um garoto muito inteligente, sempre o melhor da turma, com exceção em educação física, pois seu corpo não era nada atlético, ao contrário, ele era alto e magro, parecia um poste. Precisava usar uns óculos de fundo de garrafa, que aumentavam ainda mais a sua reputação de garoto “Nerd”.
Isso o incomodava muito, pois atrapalhava seus relacionamentos. Tinha poucos amigos, e nunca sequer havia beijado uma garota na vida. Mas aquela manhã parecia diferente. Ele tinha se mudado para aquela cidade há pouco tempo, e aquele era seu primeiro dia na escola novo. Durante o intervalo das aulas, alguns alunos vieram falar com ele, para convidá-lo para uma festa que fariam durante aquela noite na escola. De inicio não estava muito afim, mas não pode negar depois que uma garota insistiu muito e sua boca de forma inesperada.
Quando a noite chegou, foi correndo direto para a escola, a tal festa seria no balcão de ferramentas, um lugar grande onde poderiam aproveitar a noite. O lugar estava totalmente escuro quando ele chegou, não encontrou ninguém lá dentro.
De repente, as portas se fecharam, o deixando trancado sozinho ali. Uma gravação pode ser ouvida pôde ser ouvida: “Boa noite! Esperamos que aproveite a sua estadia aqui, garantimos que você jamais esquecerá!”. A voz era desconhecida, e demonstrava ter terríveis más intenções.
Marcelo se abaixou e começou a engatinhar procurando por algo para lhe ajudar a sair dali, e acabou esbarrando no que parecia ser uma pessoa desmaiada. Ele a acordou. Era a mesma garota do beijo, Gabriela era seu nome. Ela disse que havia levado uma pancada na cabeça, que estava doendo, mas que estava bem, e que seus amigos talvez estivessem ali presos também. Procuraram por todo o lugar, e não encontraram ninguém. Alguns minutos depois foi Marcelo quem levou uma pancada na cabeça que o deixou desacordado.
Quando acordou, o local estava muito diferente. Havia velas acesas em todo lugar. Agora podiam ser vistos todos os detalhes do galpão, que com aquela luz ficavam ainda mais assustadores do que normalmente seriam com todas aquelas ferramentas espalhadas e cobertas de poeira e teias de aranha.
Ele estava amarrado a ganchos no chão, e havia desenhos a sua volta, que formavam um pentagrama, o qual Marcelo estava no centro. Seus “amigos” entraram todos juntos no galpão, como se nada tivesse acontecido com Gabriela, esta não demonstrava nenhuma dor na cabeça. Ela se abaixou e falou baixinho para Marcelo: “Sentiu minha falta?”. O garoto não entendia mais nada do que estava acontecendo. Por que eles não o desamarravam? Um dos rapazes tirou uma faca da cinta e a atirou para Gabriela, que a usou para fazer um grande corte no peito de Marcelo.
“Ahhh! Por que você fez isso? Pare!” implorava o pobre garoto para os jovens a sua volta, que agora estavam em maior numero do que antes. Havia cerca de dez pessoas a sua volta naquele momento, todos usando o mesmo modelo de roupa: calças escuras e casacos de moletom com o capuz na cabeça, o que dava um ar ainda mais estranho e bizarro a situação.
Eles falavam em coro algo que parecia uma oração em alguma língua antiga. Gabriela continuava sobre Marcelo, o segurando enquanto ele se debatia tentando fugir. Outro rapaz recolhia seu sangue do corte, colocando em uma espécie de taça de prata ornamentada com pentagramas e estrelas de Davi. Ele o levantou dizendo as mesmas “orações” que os outros e depois o passou para eles, que bebiam um gole e o repassavam para o próximo.
Após todos beberem alguém colocou musica para tocar, era o inicio da “festa” prometida. Os jovens beberam, dançaram, pularam, gritaram, e muitas outras coisas ao redor do pobre Marcelo que continuava preso ao chão do galpão empoeirado. Ficou numa situação deplorável, seu sangue manchou toda sua roupa e grande parte do chão. Alguns garotos jogavam bebidas sobre ele, o deixando com a aparência ainda mais horrível. Marcelo gritava de dor quando o álcool das bebidas atingia seu peito recém-cortado.
A festa tinha momentos alternados entre musicas, regados à droga e álcool, e momentos de mais “orações”, em que os jovens bebiam mais sangue do pobre garoto amarrado ao chão, que parecia mais morto do que vivo. Ele era maltratado, chutado e pisoteado o tempo todo, mas sempre lhe diziam “Opa, desculpa aí!” ou “Nossa Marcelo, desculpa. Tome um gole de vodka!” e despejava mais bebida no coitado.
Quando tudo acabou, ao nascer do sol, os jovens foram embora, a maioria o agradecia e dava tchau. Gabriela disse: “Tchau Marcelo, te vejo daqui a pouco na aula!” como se nada tivesse acontecido.
Alguns minutos depois, o zelador, um homem velho de cabelos brancos e aparência ranzinza entrou no galpão e levou um susto ao ver o garoto naquele estado, estirado no chão, todo ensangüentado e muito pálido devido à perda de sangue. Ele chamou uma ambulância para tirá-lo dali, depois perguntou ao garoto o que aconteceu, ele disse: “Foi uma festa, mas o Diabo parecia ser o encarregado da organização!”.
“Humm – disse o velho – pena não terem me convidado dessa vez!” pegou uma vassoura e foi varrer o pátio da escola.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Conto 3

Pessoal, estou postando agora o 3º conto, escrevi ontem a noite, e disponibilizando agora para leitura. espero que vocês gostem:



Numa noite iluminada pela lua cheia, um homem comum caminha até uma encruzilhada, carregando alguns pertences pessoais dentro de uma pequena caixa de metal. Ele a enterra exatamente no centro do cruzamento e logo depois uma jovem bonita aparece, e eles conversam algumas coisas, ao fim de tudo, ela beija os pés do rapaz e desaparece instantaneamente, como poeira.
O homem acorda assustado, suando frio, foi um pesadelo horrível. Ele levanta, vai tomar seu banho, e vai para a faculdade, onde cursava medicina, que na verdade ele odiava. No entanto, a partir daquele dia, suas notas só melhoraram, e suas habilidades vieram a torna-lo o melhor estudante da turma, e isso se repetiu nos seus próximos anos de estudos.
Não é uma surpresa saber que ele se tornou o médico mais famoso do país, suas conquistas e descobertas na área de neurocirurgia o renderam muitos prêmios, o ultimo por desalojar uma bala do cérebro de um dos políticos mais importantes da época.
Quinze anos após aquele sonho, sua vida começou a mudar. Era como se alguém ou alguma coisa o estivesse perseguindo, o observando. Em seus sonhos, grandes cães negros o perseguiam por uma estrada que alcançava uma encruzilhada, quando ele sempre acordava. Uma noite, após esse sonho terminar mais uma vez, ele ainda podia escutar os cães latindo fora da casa por alguns minutos.
Durante aquela tarde, no meio de uma cirurgia, os cães voltaram a sua mente, o deixando desesperado, fazendo com que um de seus pacientes morresse pela primeira vez. Isso o transtornou de tal forma que nos próximos dias ele não voltou ao hospital.
Os cães voltavam com mais frequência, agora ele podia vê-los em todo lugar. Sua casa era o pior lugar, não havia paz lá, era como se o médico estivesse louco. Em uma determinada tarde, uma enfermeira o procurou, e enquanto conversavam, ela se transfigurou em uma espécie de cão do Inferno, e de repente ela era a jovem da encruzilhada.
“Achou que eu não voltaria?” disse ela, “Temos um trato, eu cumpri minha parte, e você está fugindo da sua. Eu te dei quinze anos, agora é hora de ir!”. Então, como se cães o atacassem, seu corpo foi arrastado para longe, e sua alma para o Inferno.
Haviam se passado quinze anos exatos, desde que o maior médico do mundo vendeu sua alma ao diabo.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Conto 1

Agora sim, o 1º, o precursor, aquele que você escreve e fica com vergonha de mostrar pra todo mundo (ainda tenho, mas fazer o que né!) bom, espero que gostem.


Madrugada. Névoa. Um homem caminha sozinho pela rua escura. Apressado. Nervoso. Parece fugir de alguém. Ele para, repentinamente, à sua frente, sombras do que parece ser um homem muito grande se contorcendo do outro lado do beco.
O homem, mais apressado do que antes, de repente se vê correndo para o outro lado, fugindo, a demonstra que quem estava naquele beco o ouviu, e que também saiu correndo, como o vento, para o outro lado.
O fugitivo finalmente encontra uma rua um pouco mais clara, onde quem o visse notaria que suas roupas estavam puídas, e sua expressão era de puro pavor. Ele escuta um urro ensurdecedor, como se um grande animal estivesse por perto. Isso o fez olhar para traz, e o que viu o deixou em pânico.
A criatura tinha aparência difusa. Parecia humana, mas também parecia um animal, e agia como um. Ela correu em direção do homem para atacá-lo, mas este pegou uma faca que possuía escondida em suas vestes.
O confronto foi inevitável, o homem conseguiu cravar sua faca no peito da criatura, que caiu morta ao seu lado, mas não antes de ferir mortalmente sua presa, que morreu também ao seu lado.
Nessa noite, o caçador se tornou a presa, e a presa se tornou um caçador mortal.

domingo, 29 de agosto de 2010

Conto 2


Sim, esse é meu segundo conto, o 1º ainda não digitei, mas logo estará disponivel para vocês.

Uma noite chuvosa. Tempestade. Relâmpagos cortam o céu escuro, iluminando tudo, e criando sombras assustadoras por todos os lados.
Em uma casa qualquer, onde todos dormiam uma senhora, a dona da casa, que morava com seus filhos, acorda assustada com o barulho de estranhas batidas e pancadas vindos da sala e que chegavam ao seu quarto, deixando-a apreensiva.
Ela levanta, e vai em direção aos sons, tentando identifica-los, sem sucesso algum.  Os raios não dão trégua, e a chuva fica cada vez mais forte, os clarões projetam sombras horripilantes dentro da casa, e a mulher vê entre elas a sombra de uma pessoa, com um objeto estranho na mão, e a cada trovão essa sombra se mostrava numa posição diferente.
De repente, os sons param. A sombra do homem para, e se pode ouvir: “Você finalmente chegou, e agora, você vai morrer!”.
A mulher não reconheceu a voz, e sofreu um ataque cardíaco mortal, devido ao susto.
O homem ouviu o grito da senhora, antes de ela cair morta, pausou o jogo no seu Nintendo WII e chorou pela morte da sua mãe.